A gestora cultural Wanêssa Borges, presidente da MOVART e liderança araxaense de descendência indígena, representou Minas Gerais na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada de 19 a 24 de maio em Aracruz (ES). A participação de Wanêssa no evento nacional — que aconteceu em território indígena e marcou a retomada da maior política pública de base comunitária do país após 12 anos — reforça o protagonismo cultural do município e a presença das pautas territoriais nos debates federais.

Wanêssa é referência em Araxá: além de presidir a MOVART, pioneira na certificação pelo Ministério da Cultura no município, ela atua como delegada estadual de cultura, agente territorial pelo Programa Nacional dos Comitês de Cultura e presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Araxá. Sua vaga na delegação mineira foi confirmada durante o X Fórum Estadual da categoria, realizado em dezembro de 2025 pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e pela Rede Mineira de Pontos de Cultura.

No encontro nacional, a gestora consolidou ainda mais sua liderança ao ser eleita para compor o Grupo de Trabalho (GT) Indígena da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura. Do total de representações indígenas presentes, 11 pontuaram para compor o GT — um representante de cada estado — e Wanêssa ficou entre os escolhidos, o que amplia a participação das vozes locais nas instâncias decisórias do setor.

Importância do evento para o cenário cultural brasileiro

A 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura teve papel estratégico para a política cultural brasileira ao reafirmar a relevância dos pontos de cultura como dispositivos de fomento e articulação comunitária. O evento contou com agenda de debates, trocas de experiências e encaminhamentos técnicos que visam fortalecer redes de criação, assegurar a participação social e conectar territórios às políticas públicas federais.

Impacto para Araxá e para Minas Gerais

A eleição de Wanêssa para o GT Indígena e sua atuação no evento colocam Araxá em posição de interlocução direta com formulações nacionais de políticas culturais. A articulação possibilita que demandas locais — especialmente as relacionadas a povos originários e iniciativas comunitárias — cheguem com voz técnica e legitimada às esferas federais, ampliando as chances de acesso a programas, recursos e redes colaborativas.

Para Wanêssa e para a MOVART, a participação na Teia representa também reconhecimento do trabalho de base desenvolvido em Araxá e a ampliação de possibilidades de parcerias, formação e projetos que valorizem a cultura local e as tradições indígenas.

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