Quase mil crianças são resgatadas do trabalho infantil em Minas Gerais. Os números são da Superintendência Regional do Trabalho no Estado e resultam de fiscalizações feitas pelo órgão em 2025. Já em 2026, 255 crianças e adolescentes foram retirados de atividades irregulares. O combate ao trabalho infantil também mobiliza a Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Segundo as inspeções do Ministério do Trabalho, em Minas Gerais foram identificadas cerca de 167 mil crianças e jovens de 5 a 17 anos no trabalho infantil. Isso representa 10% dos casos registrados no país. Em 2025, a fiscalização do Ministério do Trabalho identificou e afastou de atividades irregulares quase 950 crianças e adolescentes.

Para o Auditor Fiscal do Trabalho, José Tadeu de Medeiros, esses registros devem aumentar em 2026. “Nós conseguimos afastar em 2026, de janeiro a maio, 255 crianças. Eu acho que esse ano nós vamos conseguir um número maior do que o do ano passado. O ano passado foi 946 crianças e adolescentes. É o estado que mais afastou”, destacou.

Foto Crédito: Magnific.com

Para conter a entrada precoce de crianças e adolescentes no mundo do trabalho, os participantes da reunião defenderam a articulação dos órgãos públicos e o envolvimento da sociedade.

O Fórum de Erradicação e Combate ao Trabalho Infantil sugere que os municípios firmem um pacto contra esse problema, como afirma a coordenadora da entidade, Elvira Cozendei. “A gente propôs novamente o pacto para todos os prefeitos, só que dessa vez a gente chamou uma reunião lá no Ministério do Trabalho, entregou o pacto aos representantes dos municípios e pediu para eles lerem, estudarem, analisarem e convencer os prefeitos a assinarem esse pacto”.

A deputada Ana Paula Siqueira, uma das parlamentares que pediram a realização da audiência, defende que o Plano Estadual contra o Trabalho Infantil seja atualizado. “Nós precisamos com urgência de um novo Plano Estadual de Prevenção e Erradicação ao Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador. O plano que existe hoje é tão antigo que já está defasado, já perdeu a sua vigência”, salientou.

Além do debate, a preocupação do Legislativo com o tema já resultou na aprovação de leis de proteção às crianças, como a política estadual da primeira infância. O conteúdo completo dessa audiência está no portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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