A busca por um atendimento de saúde mais acessível e humanizado pautou a atuação do vereador Chicão Jesus Te Ama (PSD) na Câmara Municipal de Araxá nesta semana. Através da Indicação nº 433/2026, o parlamentar solicitou ao Secretário Municipal de Saúde, Sebastião Donizete, a realização de um estudo de viabilidade técnica e financeira para a construção ou locação de uma sede própria para a Estratégia de Saúde da Família (ESF) que atende os moradores do bairro Jardim Europa.

O desafio da distância
Atualmente, os moradores dos Jardins Europa I, II, III, IV e V precisam se deslocar até a Unicentro para receber atendimento. O vereador destaca que essa configuração gera uma barreira geográfica significativa, dificultando o acesso, especialmente para os grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas com mobilidade reduzida.
A preocupação do parlamentar aumentou com a informação de que, durante o período de reformas na Unicentro, a unidade será transferida para a Avenida Getúlio Vargas, próximo ao Cebolinha. “Se onde a Unicentro está hoje já é difícil para os moradores do Jardim Europa, imagina com essa nova distância? Isso afasta o cidadão do serviço básico de saúde que é seu direito”, argumenta Chicão.
Fortalecimento do SUS e vínculo comunitário
Em sua justificativa, o vereador reforça o princípio da regionalização do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, levar a ESF para dentro do bairro não é apenas uma questão de logística, mas de eficiência no cuidado.
“Uma ESF dentro do próprio bairro permite que a equipe de saúde conheça de perto a realidade epidemiológica e social daquela população específica. Isso fortalece o vínculo entre o médico, o agente de saúde e o paciente”, explica. Além disso, a descentralização promete desafogar a Unicentro, permitindo que a unidade foque sua capacidade operacional nos bairros de sua abrangência direta, otimizando o fluxo de atendimento para toda a cidade.
A proposta agora aguarda análise do Poder Executivo. Para os moradores do Jardim Europa, a expectativa é que o pedido seja tratado como prioridade, garantindo que o atendimento básico de saúde esteja, de fato, ao alcance de quem mais precisa.



