Imóvel centenário, que faz parte da memória de Araxá, apresenta sinais graves de deterioração e coloca em risco a segurança de pedestres e comerciantes no centro da cidade

A situação da antiga “Pensão Tormin”, localizada na Praça Coronel José Adolfo, foi o centro de um importante requerimento apresentado pela vereadora Maristela Dutra durante a Reunião Ordinária da Câmara Municipal desta semana. O imóvel, que é apontado historicamente como residência de Dona Beja, encontra-se hoje em um estado de abandono que preocupa autoridades e moradores.

Um patrimônio em xeque

O requerimento, de número 465/2026, destaca que a estrutura do prédio está visivelmente comprometida, com risco iminente de desabamento. Além do perigo estrutural, a vereadora aponta problemas graves de saúde pública: o acúmulo de lixo e a ocupação irregular do espaço por terceiros têm atraído roedores, mosquitos e carrapatos, aumentando o risco de proliferação de doenças na região central.

“Estamos falando de um símbolo da nossa identidade histórica, um local que carrega a memória de Dona Beja. Não podemos permitir que esse patrimônio se transforme em um risco para a nossa gente”, reforçou a vereadora em sua justificativa.

Cobrança por respostas

O requerimento solicita esclarecimentos imediatos de três frentes do Poder Executivo:

– Fundação Cultural Calmon Barreto:
Quais medidas estão sendo tomadas para a preservação do bem?

– Secretaria Municipal de Obras:
Existe um laudo técnico sobre o risco de queda? Quais providências estão sendo adotadas para evitar acidentes com pedestres e veículos?

– Secretaria Municipal de Saúde/Vigilância Ambiental:
Quais ações de fiscalização foram feitas para combater a insalubridade no local?

A vereadora Maristela Dutra também questiona quais medidas legais o município está adotando para obrigar os proprietários a realizarem a manutenção mínima necessária, garantindo a segurança de todos.

O que diz a lei?

O requerimento baseia-se na Constituição Federal e no Estatuto da Cidade, que conferem ao Poder Público o dever de proteger bens de valor histórico e garantir a segurança urbana. A expectativa é que, com a formalização desse pedido, o município apresente um plano de ação urgente para evitar uma tragédia e preservar um dos capítulos mais importantes da história araxaense.

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