O mercado brasileiro de venda de automóveis está aquecido. É o que mostra a Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, ao projetar que, em 2026, mais de 3 milhões de automóveis serão vendidos, ultrapassando uma marca alcançada há 12 anos. A venda de carros leves é tida como a responsável por esse desempenho.
O preço em queda – muito pela grande oferta de carros chineses, principalmente os elétricos, que pressiona esse preço – e um cenário de muitos seminovos e usados à venda dão um tom positivo e competitivo para este mercado. Mas, embora o preço seja o principal atrativo para o comprador, é preciso ter cuidado.

Despesas do carro próprio
Isso porque manter um carro vai muito além de comprá-lo. Ou seja, as despesas que um carro traz não se resumem ao valor pago na sua compra ou em suas parcelas. Por isso, é preciso ter atenção e, principalmente, algum planejamento financeiro para não cair em dívidas.
Dentre os principais custos de um carro, um deles é oculto. Trata-se da depreciação. Um veículo que deixa a concessionária pode passar a valer até 30% menos ao final de um ou dois anos de uso. Quilometragem rodada no período, conservação, disponibilidade de peças de reposição e até mesmo liquidez do modelo pesam para esse cálculo.
Obrigações legais para rodar com o veículo
Ou seja, tratar o carro como investimento é um grande erro. E, para além da depreciação, que ocorre principalmente nos carros 0km, é preciso ter atenção também aos gastos correntes: combustível, pneus e trocas de fluidos, como óleo de motor – embora algumas não sejam frequentes, os gastos têm uma recorrência.
Dentro do que é gasto indispensável, além do combustível, também é possível elencar as obrigações legais. Estar em dia com IPVA e licenciamento, por exemplo, é fundamental para rodar com o carro legalmente. O seguro privado, embora não seja obrigatório, é praticamente uma necessidade e pode ser incluído nessa categoria.
Custo por categoria
O custo, contudo, varia de carro para carro. Carros com motorização mais forte e mais peso tendem a consumir mais combustível. É o caso de grandes sedãs e SUVs, por exemplo. Neste caso, é possível estipular um custo mensal em torno de R$ 2 mil, somando todas as obrigações, incluindo um financiamento.
É importante lembrar que o IPVA é calculado com base no valor venal do carro. Ou seja, quanto mais caro, mais custosa também é a obrigação. Carros maiores também exigem mais dos freios e da suspensão, devido ao peso. Até mesmo os pneus, por serem maiores, custam mais caro.
Já um popular pode custar até cerca de R$ 1 mil por mês ao motorista. Isso porque são mais econômicos, o IPVA é mais em conta e o seguro costuma ser mais barato também. Logo, é importante contabilizar tudo antes de fechar negócio. Contudo, em um momento de economia compartilhada, muito se pergunta se vale a pena assinar um veículo, ao invés de comprar.
Vale a pena assinar?
O carro por assinatura vale a pena para quem não quer ter que se preocupar com as burocracias de manter um veículo próprio. Serve também para quem não quer ter surpresas. Afinal, até mesmo as manutenções corretivas e preventivas ficam a cargo da locadora.É possível escolher entre vários modelos, garantindo flexibilidade para o motorista. E, principalmente, traz mais previsibilidade. O custo fixo permite que o motorista saiba exatamente quanto vai gastar por mês, sem sustos no orçamento.



