Por Dayliane Magalhães
Existe uma pergunta silenciosa que mora na rotina de muitas mães empreendedoras: eu empreendo porque sou mãe ou empreendo apesar de ser mãe?
Para algumas mulheres, a maternidade foi justamente o empurrão. A chegada dos filhos trouxe novos sonhos, novas prioridades e também a necessidade de criar caminhos mais flexíveis, mais humanos e compatíveis com a vida que passou a existir dali para frente. O empreendedorismo nasceu da vontade de estar mais perto, de acompanhar o crescimento dos filhos, de construir algo próprio e encontrar autonomia.

Mas existe também o outro lado, aquele que quase ninguém mostra.
Empreender sendo mãe, especialmente mãe solo ou mãe atípica, muitas vezes significa responder mensagens de trabalho enquanto organiza lanche, faz terapia, resolve escola, cuida da casa, administra contas e tenta encontrar alguns minutos para respirar.
Tem dias em que o negócio cresce. Em outros, parece apenas sobreviver junto com a mãe.
Existe culpa por não estar totalmente presente no trabalho. Culpa por não estar totalmente presente com os filhos. Existe cansaço, noites curtas, medo financeiro, sobrecarga e a sensação constante de estar devendo em algum lugar.
E ainda assim, tantas mulheres continuam.
Continuam cansadas. Continuam aprendendo. Continuam construindo.
Talvez a resposta não seja escolher um lado.
Talvez, para muitas mães, o empreendedorismo tenha nascido da maternidade — e sobreviva apesar de todos os desafios que vêm com ela.
Porque no fim, mães empreendedoras não carregam apenas um negócio.
Carregam sonhos, responsabilidades, amor e uma coragem silenciosa que quase ninguém vê.

Dayliane Magalhães
– Influenciadora Digital
– Doula, Educadora Perinatal e Parental
– Especialista em comportamento infantil
– Especialista em transtornos emocionais na gestação e puerpério
– Artista Gestacional
– Escritora do E-book Gestação e Exterogestação
– Social Média
– Vivendo na prática o autismo e maternidade solo e atípica de TEA, TDAH e TOD
– Graduanda em Educação Especial (professora de apoio)
Um abraço e até a próxima…



