Um caminhoneiro denunciou ter sido vítima de estelionato após transportar e descarregar uma carga de 48 mil quilos (48 toneladas) de cloreto de potássio em Planura, no Triângulo Mineiro. O caso foi registrado em boletim de ocorrência na última terça‑feira.

Segundo o registro policial, o motorista encontrou a oferta de frete em uma plataforma especializada no dia 8 de julho. A carga foi embarcada no Paraná e, conforme a negociação apresentada ao caminhoneiro, o destino seria em Minas Gerais. As tratativas iniciais ocorreram pelo chat da plataforma e, posteriormente, por aplicativo de mensagens.

O suposto intermediador se apresentou como representante de uma transportadora e encaminhou ao caminhoneiro uma ordem de coleta e um conhecimento de transporte eletrônico, documentos que deram segurança para o carregamento. Confiando na documentação, o motorista seguiu viagem com as 48 toneladas de cloreto de potássio.

Fraude e entrega em destino diverso

Ao chegar próximo ao local indicado, o caminhoneiro recebeu orientação para entregar a carga a outra pessoa. Após a descarga em Planura, o recebedor fez anotações manuais no documento apresentado pelo motorista. Posteriormente, a empresa que teria contratado o frete informou que havia irregularidades na documentação e declarou que o destino correto da carga seria o município de Catalão-GO, informação que gerou ainda mais dúvidas sobre a autenticidade da contratação.

Pagamento e prejuízo

O frete havia sido negociado em R$ 12 mil. O caminhoneiro recebeu adiantamento de R$ 10 mil, mas não recebeu os R$ 2 mil restantes após a entrega. Ao procurar a transportadora e cobrar o saldo, foi informado sobre a suposta irregularidade dos documentos, o que motivou o registro do boletim de ocorrência.

O caso foi registrado para investigação. Não há, até o momento, informação sobre prisões ou recuperação da carga. As autoridades deverão apurar a procedência da documentação eletrônica, identificar os responsáveis pela intermediação e pela entrega indevida da mercadoria, e verificar possíveis fraudes na plataforma utilizada para contratação do frete.

C/ PMMG

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