O avanço do Microempreendedor Individual também é percebido em Araxá, município que reúne 10.888 MEIs ativos, o equivalente a 91,7 microempreendedores para cada mil habitantes ou 9,17% da população local. O índice coloca a cidade acima da média mineira em proporção de MEIs por habitante e evidencia a força do empreendedorismo como instrumento de geração de renda e dinamização da economia regional.
Assim como ocorre em Minas Gerais, o perfil dos microempreendedores araxaenses apresenta predominância masculina, com 55,6% dos registros, enquanto as mulheres representam 44,4%. A maior concentração está entre empreendedores de 31 a 40 anos (28,1%), seguida pelas faixas de 41 a 50 anos (24,5%) e 21 a 30 anos (21,2%). Juntos, os profissionais entre 21 e 50 anos respondem por quase 74% dos MEIs do município, demonstrando que o programa está fortemente presente entre pessoas em plena idade produtiva.

A economia local acompanha a tendência observada no restante do estado, com predominância das atividades ligadas aos setores de serviços e comércio, responsáveis por 79,21% dos microempreendedores individuais. No entanto, Araxá apresenta uma característica própria: a atuação porta a porta, em postos móveis ou por ambulantes, representa 33,67% dos registros, superando ligeiramente os estabelecimentos fixos (32,41%). Já a internet responde por 17,05% das formas de atuação, indicando que, embora os canais digitais estejam em expansão, o relacionamento presencial com os clientes continua sendo uma importante estratégia para os pequenos negócios locais.
Para o economista da Fecomércio MG, Henrique Braga, os indicadores confirmam a relevância do empreendedorismo para o desenvolvimento regional. “Araxá apresenta um ambiente favorável para os pequenos negócios. O elevado número de MEIs em relação à população demonstra o dinamismo da economia local e reforça como a formalização contribui para ampliar oportunidades, fortalecer o comércio e os serviços e impulsionar o desenvolvimento econômico do município”, afirma.
O estudo conclui que o Microempreendedor Individual permanece como um dos principais instrumentos de formalização da economia brasileira, contribuindo para reduzir a informalidade, ampliar a produtividade e fortalecer principalmente os segmentos de comércio e serviços, responsáveis pela maior parte da atividade econômica do país.
O estudo elaborado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência da Fecomércio MG teve como base, dados do Portal do Empreendedor e da Receita Federal, de junho de 2026, além das pesquisas “O impacto do programa Microempreendedor Individual no mercado de trabalho brasileiro”, de Ely e Uhr (2019), e “Análise do MEI: Evolução, características socioeconômicas e sustentabilidade fiscal”, de Veloso, Barbosa Filho e Peruchetti (2023). As análises também utilizam informações do IBGE e do Caged.



