Araxá e Uberlândia poderão formar um novo eixo estratégico para o processamento de minerais críticos em Minas Gerais. A parceria foi anunciada pela empresa australiana St George Mining, responsável pelo Projeto Araxá, e pelo Grupo Lima & Pergher, com apoio do Governo de Minas Gerais.
As empresas assinaram um protocolo de intenções para viabilizar a implantação de um centro avançado de processamento de terras raras e nióbio no estado. A previsão é que a unidade industrial comece a operar até 2030, dependendo do licenciamento ambiental e das decisões finais de investimento.

Integração entre mineração e indústria
O projeto prevê uma integração entre a área de mineração em Araxá e a estrutura industrial que será instalada em Uberlândia.
Araxá concentra uma das maiores reservas de nióbio e terras raras do país. No município, a St George Mining desenvolve estudos relacionados à extração e à produção de materiais primários.
Já Uberlândia deverá receber a unidade de refino no complexo da START, divisão química do Grupo Lima & Pergher. O empreendimento será instalado em uma área superior a 500 mil metros quadrados e contará com a experiência de aproximadamente quatro décadas do grupo no setor químico.
A proposta é que o material extraído em Araxá seja encaminhado para etapas posteriores de transformação e processamento em Uberlândia, agregando valor à produção dentro do próprio estado.
Projeto pode atender outras mineradoras
Além de processar os materiais do Projeto Araxá, o futuro centro tecnológico poderá prestar serviços de refino para outros projetos de mineração em desenvolvimento em Minas Gerais.
A St George Mining deverá contribuir com o conhecimento técnico e o fornecimento da matéria-prima. O Grupo Lima & Pergher ficará ligado à estrutura industrial e às etapas de processamento químico.
Para o diretor executivo da St George Mining, Thiago Amaral, a parceria fortalece a posição de Minas Gerais no mercado global de minerais estratégicos. “Araxá reúne recursos minerais de classe mundial e conhecimento técnico que a colocam em posição de liderança. Essa parceria agrega capacidade industrial e processamento químico ao trabalho que já desenvolvemos no Projeto Araxá”, afirmou.
Apoio do Governo de Minas
O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE) e da Invest Minas, deverá prestar apoio institucional ao projeto.
Entre as ações previstas estão o acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental, a avaliação de incentivos fiscais e a articulação com fornecedores e empresas da cadeia produtiva mineira.
As terras raras são consideradas fundamentais para setores como energia limpa, eletrônicos, veículos elétricos, equipamentos médicos e tecnologias de defesa. O nióbio, por sua vez, é utilizado principalmente na produção de ligas metálicas de alta resistência.
Caso seja concretizado, o projeto poderá ampliar a industrialização dos minerais extraídos em Minas Gerais, gerar empregos qualificados e fortalecer a participação do estado na cadeia nacional e internacional de minerais críticos.
C/ Ascom



