Em uma experiência que uniu competição, formação artística e convivência, Centro de Danças Kathak
representou Araxá com 28 coreografias e conquistou seis primeiros lugares, 12 segundos lugares,
seis terceiros lugares e o prêmio de Melhor Bailarino Jazz

O Centro de Danças Kathak (CDK), de Araxá, participou da 33ª edição do New Fest Dance de Campos do Jordão, realizada nos dias 15, 16, 22 e 23 de agosto de 2026, no Auditório Cláudio Santoro. A participação competitiva do CDK aconteceu no dia 22, quando a escola levou ao palco 28 coreografias, reunindo 64 bailarinos com idades entre 9 e 62 anos.

Ao todo, 93 pessoas participaram da viagem, entre bailarinos, equipe e acompanhantes. O grupo representou Araxá em diferentes linguagens da dança, passando pelo Balé Clássico de Repertório, Balé Clássico, Jazz Dance, Danças Urbanas, Sapateado, Danças Populares e Estilo Livre.
Organizado pelo Instituto Cultural RV (ICRV), sob a presidência de Jacy Rhormens, o New Fest Dance reúne trabalhos de diferentes escolas e profissionais da dança. Na edição de 2026, as apresentações foram avaliadas pelos profissionais Alexandre Queruba Fernandes, Sérgio Bruno e Valderez Zani.
Um resultado que traduz o trabalho desenvolvido
A participação do CDK terminou com 24 das 28 coreografias classificadas entre as três primeiras colocações. Foram seis primeiros lugares, 12 segundos lugares e seis terceiros lugares.

O resultado também trouxe um reconhecimento individual de destaque: Matheus Augusto Magela Ferreira recebeu o prêmio de Melhor Bailarino Jazz, além de conquistar o primeiro lugar na categoria Solo Jazz Sênior com a coreografia Confissões em Jazz.
Os resultados são consequência de um processo de preparação desenvolvido ao longo do ano pelos professores e coreógrafos do CDK. O trabalho envolve o acompanhamento de cada bailarino, a identificação de pontos que podem ser aprimorados e a construção da evolução técnica e artística, tanto individualmente quanto nos grupos.
Nas coreografias coletivas, esse processo também passa pela busca de sintonia, presença cênica e integração entre os bailarinos, fazendo com que cada integrante compreenda sua importância dentro do trabalho.
Muito além do palco
Para o CDK, participar de um festival fora de Araxá é uma experiência que vai muito além da competição. As viagens são entendidas como parte do processo de formação dos bailarinos, proporcionando contato com novos palcos, diferentes referências artísticas e profissionais da dança, além de estimular confiança, autonomia, responsabilidade e convivência.

Em Campos do Jordão, o trabalho da equipe não terminou quando os bailarinos saíram do palco. Paralelamente à preparação para a competição, foram planejados momentos de convivência, lazer e integração entre alunos, equipe e acompanhantes.
Passeios, atividades recreativas, brincadeiras, momentos de descontração e a convivência entre diferentes gerações fizeram parte da experiência. A proposta foi conciliar a responsabilidade exigida por uma competição com a oportunidade de viver uma viagem significativa para todos os participantes.
Para os bailarinos, isso significou compartilhar não apenas ensaios, figurinos, apresentações e expectativas, mas também conversas, risadas, descobertas, amizades e momentos que não aparecem na ficha de resultados de um festival, mas que permanecem na memória.
A experiência reforça uma das propostas do CDK: utilizar a dança como ferramenta de desenvolvimento artístico e pessoal, criando oportunidades para que os alunos possam se desafiar, conhecer novos ambientes, superar limites e construir memórias afetivas ao lado de seus colegas.

Um reencontro com a própria história
Entre tantos momentos vividos durante a viagem, Campos do Jordão também proporcionou à diretora do CDK, Ana Cláudia Silva Fernandes, um reencontro com a própria trajetória.
Há 22 anos, Ana Cláudia esteve na cidade como bailarina. Em 2026, retornou a Campos do Jordão em outra posição: como diretora, acompanhando e proporcionando a uma nova geração de bailarinos uma experiência artística e humana que poderá permanecer para sempre em suas histórias.
A passagem do tempo tornou o momento especialmente simbólico. A bailarina que um dia esteve naquele cenário agora estava à frente de uma equipe, trabalhando para criar condições para que outros bailarinos pudessem viver seus próprios desafios, conquistas e descobertas.

Mais do que uma mudança de função, o retorno representa a continuidade de uma trajetória dedicada à dança e à formação de novos artistas. Uma história que começou no palco, há mais de duas décadas, e que hoje também se constrói nos bastidores, na sala de aula, na preparação dos espetáculos e na criação de experiências para os alunos.
Uma experiência que fica
Os resultados conquistados em Campos do Jordão representam uma importante etapa na trajetória dos bailarinos do CDK. Cada colocação registra o resultado de um trabalho desenvolvido com dedicação e disciplina, mas cada bailarino também retorna da experiência carregando suas próprias conquistas: uma evolução técnica, uma superação pessoal, mais confiança, uma nova referência artística ou simplesmente a lembrança de ter vivido algo especial ao lado de seus colegas.
Com 64 bailarinos de diferentes idades e sete linguagens da dança representadas, a participação mostrou também a diversidade do trabalho desenvolvido pelo CDK.

Em uma mesma viagem, crianças, jovens e adultos compartilharam o palco, os desafios, as comemorações e os momentos de convivência, mostrando que a dança pode acompanhar diferentes fases da vida e que cada trajetória tem seu próprio tempo de evolução.
Campos do Jordão termina, assim, não apenas como um registro de 24 premiações, mas como mais um capítulo na história do Centro de Danças Kathak: uma experiência construída coletivamente, marcada por trabalho, arte, superação, convivência e memórias que seguem para além do palco.




