Tratamentos rápidos, sem cirurgia e com recuperação reduzida impulsionam nova fase da estética,
baseada em personalização e intervenções sutis

Foto Crédito: Pexels

Tratamentos considerados tweakments, ou pequenos ajustes estéticos sutis e repetíveis, ganharam força com base científica e clínica e passaram a conquistar mais adeptos, marcando um novo momento nas áreas de dermatologia e estética.

O termo vem do inglês tweak, que significa “retoque”. Dessa forma, os tweakments são procedimentos não cirúrgicos, como microneedlingpeelings químicos e bioestimuladores de colágeno, que demandam baixo tempo de recuperação e têm como foco realçar a beleza natural.

Ao contrário de procedimentos tradicionais que transformam a aparência, a proposta é preservar a naturalidade e, por isso, são usados como prevenção, rejuvenescendo, suavizando rugas e firmando a pele.

“Os tweakments refletem uma mudança importante no comportamento dos pacientes, que passam a buscar resultados mais naturais e progressivos”, afirma a supervisora do suporte clínico do Grupo MedSystems by Classys, Raquel Nato.

Protocolos exigem tecnologia

Entre os procedimentos que integram os tweakments estão os neuromoduladores em baixas dosagens, que suavizam rugas de forma natural; os bioestimuladores de colágeno, que atuam na firmeza de forma gradual e natural; os skinboosters, que promovem hidratação profunda e devolvem o viço da pele; e os polinucleótidos e exossomas, que têm foco em regeneração celular.

Além desses procedimentos, há tecnologias como a radiofrequência, que promove a estimulação de colágeno, oferecendo resultados naturais e progressivos por meio de soluções como o Volnewmer.

Outro exemplo são os equipamentos de ultrassom micro e macrofocado, como é o caso do Utraformer MPT, que estimulam o colágeno em diferentes profundidades, promovendo rejuvenescimento, firmeza e definição facial e corporal.

“Os tweakments aumentam a demanda por tecnologias que entregam precisão, segurança e consistência, permitindo protocolos contínuos e personalizados. “Como consequência, o mercado acelera a inovação com soluções cada vez mais versáteis e alinhadas à rotina clínica”, explica Raquel.

Beleza natural em alta

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) estima que o Brasil realize mais de 1,5 milhão de procedimentos estéticos por ano. Grande parte dessas intervenções é não invasiva. Os tweakments são um reflexo dessa busca, com menos padronização e mais respeito à individualidade.

Conforme a Grand View Research, os procedimentos não invasivos geraram receita de US$ 69,9 milhões em 2023. A expectativa é de um crescimento composto de 15,6% até 2030.

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