Os recursos minerais totais, somando terras raras e nióbio, alcançam 95 milhões de toneladas, posicionando o projeto entre os maiores depósitos de terras raras em exploração do mundo.
A St George Mining anunciou ao mercado a nova estimativa de recursos minerais do Projeto Araxá, em Minas Gerais, resultado dos estudos de perfuração iniciados em julho de 2025. O volume de terras raras (que também inclui nióbio) registrou aumento de 75%, passando da estimativa inicial de 40 milhões de toneladas, com teor aproximado de 4%, para 70,91 milhões de toneladas com 4,06% de terras raras e 0,62% de nióbio, considerando teor de corte mínimo de 2% de terras raras.
Além desse volume principal, a modelagem específica para nióbio identificou 24,56 milhões de toneladas adicionais, com teor médio de 0,52% (corte de 0,2%), sem dupla contagem.

Com a soma das duas bases, o Projeto Araxá passa a contar com aproximadamente 95 milhões de toneladas de recursos minerais. Esse volume total o eleva para a categoria dos maiores depósitos de terras raras do mundo. Pode ser comparado, por exemplo, às operações de Mountain Pass, nos Estados Unidos (40,6 milhões de toneladas), e de Mt Weld, na Austrália (106,6 milhões de toneladas), as duas maiores produtoras de terras raras fora da China.
Maior confiabilidade geológica
O estudo também apontou avanço relevante na qualidade da informação geológica. O volume classificado nas categorias de maior confiabilidade — Medido e Indicado — cresceu 300%, passando a 29,49 milhões de toneladas.
Na prática, isso significa que uma parcela significativamente maior do depósito já possui elevado grau de confiança técnica para minerar, o que reduz incertezas e fortalece as próximas etapas de estudos econômicos.
Em crescimento
A St George informa que ainda está trabalhando com 41 furos de perfuração — sendo 23 já em análise laboratorial. Esses dados, portanto, não foram incluídos na estimativa atual.
Além desses, o programa de sondagem prevê a execução de outros 5000 metros de sondagem nos próximos dois meses. Esses novos estudos contemplam a área denominada “Leste Araxá”, descoberta nos trabalhos realizados em setembro de 2025, localizada a cerca de um quilômetro do depósito principal. A expectativa é que as perfurações da “Leste Araxá” representem mais uma expansão relevante da base de recursos do Projeto Araxá que ainda não foi contabilizado.
Principais indicadores
Com a nova estimativa, elaborada de acordo com o padrão internacional JORC 2012 e modelada pela consultoria independente SRK Consulting, o Projeto Araxá passa a contar com:
* 70,91 milhões de toneladas com 4,06% de teor de terras raras e 0,62% de teor de nióbio (considerando corte mínimo de 2% de terras raras). Aumento de 75% no volume de terras raras em relação à base inicial de 40 milhões de toneladas.
* 24,56 milhões de toneladas adicionais de nióbio, considerando modelagem específica com teor de corte de 0,2% de nióbio, sem dupla contagem;
* Um total de aproximadamente 95 milhões de toneladas de recursos minerais combinados.



