Um homem apontado como um dos líderes de uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas foi preso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, no domingo (27). A prisão ocorreu durante uma nova fase da Operação Fake Rice, coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais (FICCO/MG).
As investigações também envolvem os municípios de Uberaba e Sacramento, que estão entre as cidades mineiras relacionadas à operação.
Segundo a Polícia Federal, o suspeito tem 35 anos e foi localizado durante uma ação da força-tarefa. Com ele, os agentes apreenderam drogas, dinheiro, veículos e uma máquina usada para embalar produtos a vácuo. Também foram encontrados tênis de luxo avaliados em mais de R$ 100 mil. A PF não informou a quantidade nem o tipo de entorpecente apreendido nessa etapa.

Investigação aponta movimentação de toneladas de maconha
A Operação Fake Rice foi deflagrada em 27 de maio de 2026, quando foram cumpridos 37 mandados de prisão temporária e 39 de busca e apreensão. Ao todo, foram expedidas 76 ordens judiciais, além do sequestro de bens e valores dos investigados, limitado a R$ 120 milhões.
A ação alcançou nove cidades nos estados de Minas Gerais, Amazonas, Paraná, Pernambuco e Rio de Janeiro. Em território mineiro, além de Uberlândia, Uberaba e Sacramento, Patos de Minas também foi incluída nas medidas judiciais.
Conforme as investigações, o grupo teria uma estrutura organizada para importar, transportar, armazenar e distribuir grandes carregamentos de drogas. A atuação teria ocorrido durante pelo menos oito anos, com destaque para remessas de maconha provenientes do Paraguai e da Colômbia.

A organização é relacionada a pelo menos nove grandes apreensões, que somam aproximadamente 27 toneladas de maconha. Os investigadores também localizaram uma plantação com cerca de 2 mil pés da droga.
Entre os casos apurados está uma ocorrência registrada em agosto de 2024, quando policiais interceptaram parte de um comboio suspeito. Na ocasião, foram apreendidas 839 barras de maconha, com peso aproximado de uma tonelada, além de uma arma de fogo e munições.
A FICCO/MG é coordenada pela Polícia Federal e reúne representantes das polícias Militar, Civil e Penal de Minas Gerais, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). A investigação continua em andamento.
C/ PF




