O bairro com maior número de possíveis criadouros registrados foi o Santo Antônio, com 186 pontos
O segundo levantamento do monitoramento por drones realizado em Araxá no dia 26 de março mapeou 519 pontos potenciais de criadouros do mosquito Aedes aegypti em uma área total de 230 hectares. A ação foi realizada nos bairros Santo Antônio, Vila Estância, Padre Alaor, Santa Terezinha, São Vicente e Vila Silvéria.
De acordo com o relatório final da ação, entre os pontos mapeados, piscinas e fontes lideram os potenciais criadouros do Aedes aegypti, com 248 pontos, seguidos por lixo (plásticos, latas, sucatas e entulhos), com 121 pontos, e tonéis, barris e tambores, com 51 pontos. Já a categoria laje com acúmulo soma 34 pontos, enquanto caixas d’água elevadas possuem 25 pontos, mesma quantidade registrada para pneus. Por fim, máquinas e equipamentos em terrenos foram identificados em 15 pontos.
O bairro com maior número de possíveis criadouros registrados foi o Santo Antônio, com 186 pontos. Nos próximos dias, os agentes de combate às endemias (ACE) realizarão visitas domiciliares para averiguar as localidades apontadas pelo drone. Os pontos não passíveis de eliminação de água parada serão tratados quimicamente. Em um segundo momento, os locais de difícil acesso poderão ser tratados diretamente pelo drone.
De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo, a estratégia busca aprimorar as ações de combate à dengue e outras arboviroses.
“O uso de drones tem sido fundamental para ampliar e tornar as operações mais precisas, principalmente em locais de difícil acesso. Essa tecnologia possibilita uma resposta mais ágil e eficaz no controle do vetor. Estamos em um período sazonal, em que as condições climáticas favorecem a proliferação do mosquito, por isso é essencial que as medidas preventivas de combate aos focos tenham atenção redobrada”, ressalta.