A literatura como espaço de descoberta, imaginação e formação de leitores ganha protagonismo na programação infantojuvenil da 14ª edição do Fliaraxá, que propõe atividades voltadas a crianças e jovens em diálogo com o tema deste ano, Meu lugar no mundo.
Pensada como um território de encontro entre diferentes linguagens e experiências, a programação reúne autores, educadores e artistas em atividades que atravessam a contação de histórias, oficinas criativas e encontros com escritores.
Mais do que apresentar livros, as atividades infantojuvenis convidam o público a experimentar a palavra como brincadeira, expressão e ferramenta de construção de identidade. Em diálogo com o tema da edição, crianças e jovens são estimulados a refletir sobre seus próprios lugares no mundo — entendidos não apenas como espaços físicos, mas como territórios afetivos, culturais e simbólicos.

Programação Infantojuvenil
– Dia 14 de maio
8h30 – O lobo-guará e os sons do cerrado, com Ina Arefieva e Luciana Olivier
(Classificação: a partir de 5 anos)
14h – Semeando Histórias, Tecendo Leitores
Histórias pra boi dormir: histórias de lengalenga, contos e brincantes
15h – Quilombo Urbano dos Rufinos: histórias que minha vó contava, com Rogéria Rufino e Marisa Rufino
(Classificação: a partir de 7 anos)
– Dia 15 de maio
9h30 – O mundo em mim: narrativas sobre habitar-se (contação de histórias), com Luciana Donadeli
(Classificação: a partir de 7 anos)
14h – E se eu fosse um cientista?!, com Paulo Vitor Teodoro
(Classificação: a partir de 5 anos)
– Dia 17 de maio
10h – Beja Conta: histórias, causos, mitos e lendas, com o coletivo Tecendo Histórias e Hello Lua
A programação evidencia a diversidade de vozes que compõem o campo da literatura para as infâncias e juventudes, promovendo encontros que valorizam diferentes perspectivas e experiências. As atividades atravessam diferentes formas de narrar — da tradição oral às práticas contemporâneas —, ampliando o contato do público com a literatura de forma lúdica e crítica.
Ao inserir crianças e adolescentes no centro da experiência literária, o Fliaraxá fortalece seu papel como agente de transformação cultural, promovendo não apenas o acesso ao livro, mas a construção de vínculos duradouros com a leitura. O eixo infantojuvenil se consolida como parte essencial do festival, reafirmando a potência da literatura como espaço de formação, pertencimento e imaginação.
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