Através da Lei de Incentivo Aldir Blanc, com o apoio da FCCB, o Instituto apresenta o personagem Arachazinho

Na terça-feira, dia 22 de março aconteceu na sede do Museu Calmon Barreto um coquetel de lançamento do curta metragem ‘Arachazinho e sua turma em: A chegada dos Arachás’. Essa produção tem o incentivo da lei Aldir Blanc com o apoio da Fundação Cultural Calmon Barreto, Prefeitura Municipal de Araxá e Conselho Municipal de Política Cultural de Araxá.

A narrativa tem seu cenário na famosa serra da Bocaina, exatamente por onde os índios chegaram e puderam constatar que aqui é mesmo um “lugar alto, de onde primeiro se avista o sol”, batizando assim essa terra de Arachás, há mais de 800 anos atrás. Conta um pouco sobre a chegada dos povos originários dessa região e apresenta também a turma toda do Arachazinho, composta pelo Pajé, a Sissi uma siriema, o Banda um tamanduá bandeira, o Lobo xará que é um lobo guará, a Sofia uma corujinha buraqueira e o MacTatu, que é um tatu canastra.

O presidente da Associação, Germano Cunha Graciano, explica que o projeto tem um direcionamento de arte-educação em valores humanos “O personagem já existe há 10 anos e agora conseguimos trazer para dentro do Instituto Andaiá Arachás, oficializando assim o nosso mascote. Esse primeiro curta é só o começo de um projeto maior que temos para a Associação, que é trabalhar na retomada cultural da nossa história. Através dessa linha também é possível trabalhar com os valores humano e fazer um paralelo com os principios indígenas. Nosso foco é trabalhar com crianças e adolescentes e abordar temas importantes através dessa proposta lúdica que é o personagem e a sua turminha”, destacou.

A Instituição realizou no dia 21, segunda-feira, uma live de lançamento onde todos já puderam ter um gostinho da história. No Museu Calmon Barreto, os presentes puderam assistir em primeira mão o curta metragem que tem a duração de aproximadamente 4 minutos. O evento contou com a presença da equipe técnica, diretores da organização, a presidente da Fundação Cultural Calmon Barreto Cinthya Verçosa, os vereadores Raphael Rios e Welington da Bit, representante da vereadora Maristela Dutra e outros convidados.

A obra é baseada em relatos de ancestrais dos remanescentes, memorialistas e pesquisadores de Universidades como UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro) e UFU (Universidade Federal de Uberlândia). Em trabalho mais recente, podemos citar aqui o pesquisador Robert Mori, que escreveu traçando um paralelo entre as versões das histórias dos Arachás. Neste artigo, o historiador traz uma linha de pesquisa que aponta uma história igual a contada pelos ancestrais e remanescentes desta aldeia indigena, buscando referências em documentos e fatos. Segundo os estudos, os Arachás descendem do povo Tremembé, que habitavam onde hoje possivelmente é o Ceará. Esse povo desceu em busca de um novo lugar quando estrangeiros começaram a explorar as terras e os povos originários que aqui já residiam. Desceram até a região de Tapiraí e Bambuí, seguindo o rio São Francisco, e logo uma parte deste povo veio fixar moradia em Araxá. Esse artigo está disponível no link https://revistas.pucsp.br/index.php/revph/article/view/53031

O curta metragem pode ser acessado no youtube através do endereço: https://www.youtube.com/watch?v=T22YGlUjIIQ

– Ficha Técnica:
Ilustrações: Ton Lima
Roteiro: Germano Cunha Graciano e Zé Henrique Pareja
Motion designer, animação e pós-produção: Fabricio Sassioto
Vozes personagens: Pajé – Macsuara Kadiwel / Arachazinho – Zé Henrique Pareja
Estúdio gravação vozes: Na Pilha Ideias Sonoras
Música Original: A saga dos Aracha
Produção Musical:Iago Tatyfexkya e Pacha Runa
Voz: Pacha Runa
Violões e Viola: Iago Tatyfexkya
Direção excutiva: Germano Cunha Graciano
Produção executiva:Instituto Andaiá Arachas

Comentários estão encerrados