Por Dayliane Magalhães

A maternidade pode ser profundamente solitária, mesmo quando estamos cercadas de pessoas. É nesse cenário que o mundo digital ganha um papel inesperado: o de aproximar mães que nunca se encontraram, mas que compartilham sentimentos muito parecidos.
Nas redes, uma mãe encontra na outra o que muitas vezes falta no dia a dia: identificação. O cansaço, a culpa, as dúvidas, o medo de errar, a alegria pequena de uma conquista cotidiana. Quando essas experiências são compartilhadas, nasce a sensação de não estar sozinha.
O digital cria proximidade porque acolhe sem julgamento. Em um comentário, uma mensagem privada ou um relato sincero, muitas mães se sentem vistas e compreendidas. Para quem está vivendo o puerpério, a maternidade atípica ou a exaustão silenciosa, esse apoio pode ser um respiro.
Claro, é preciso cuidado. Comparações irreais e maternidades idealizadas também circulam nesse espaço. Por isso, a verdadeira conexão acontece quando há verdade, empatia e escuta, não perfeição.
O mundo digital não substitui o colo físico, mas pode oferecer colo emocional.
E, para muitas mães, isso faz toda a diferença.

Dayliane Magalhães
– Influenciadora Digital
– Doula, Educadora Perinatal e Parental
– Especialista em comportamento infantil
– Especialista em transtornos emocionais
– Artista Gestacional
– Escritora do E-book Gestação e Exterogestação
– Social Média
– Vivendo na prática a maternidade solo e atípica de TEA, TDAH e TOD
Um abraço e até a próxima…



