A culpa materna não nasce do erro, nasce da exigência

Por Dayliane Magalhães

Ela aparece mesmo quando a mãe se doa, cuida, ama e faz o melhor que pode. Aparece porque existe uma expectativa silenciosa de que a mãe seja tudo, o tempo todo: presente, paciente, produtiva, disponível, forte, organizada e, de preferência, feliz.

Vivemos em uma cultura que romantiza a maternidade, mas cobra perfeição.

Se trabalha, a culpa é por não estar mais tempo.

Se fica em casa, a culpa é por não “produzir”.

Se cansa, a culpa é por reclamar.

Se pede ajuda, a culpa é por não dar conta sozinha.

O chamado “dar conta de tudo” não é uma habilidade, é um peso. Um peso invisível que se soma à carga mental, às noites mal dormidas, às decisões constantes e ao medo diário de errar. Não é fraqueza sentir-se sobrecarregada; é humano.

A verdade é que boas mães também se cansam, duvidam e falham. E isso não diminui o amor, nem o cuidado, nem a competência materna. Pelo contrário: reconhecer limites é um gesto de responsabilidade e afeto.

Talvez o caminho não seja tentar fazer tudo, mas fazer o possível com o que se tem naquele dia.

E lembrar, sempre que a culpa aparecer, que amar não é ser perfeita, é estar presente de forma real.

 Dayliane Magalhães

– Influenciadora Digital
– Doula, Educadora Perinatal e Parental
– Especialista em comportamento infantil
– Especialista em transtornos emocionais
– Artista Gestacional
– Escritora do E-book Gestação e Exterogestação
– Social Média
– Vivendo na prática a maternidade solo e atípica de TEA, TDAH e TOD

Um abraço e até a próxima…

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