A ação, que instala bancos pintados de vermelho em espaços públicos como forma de sensibilização
sobre o feminicídio, será realizada em todos os campi do CEFET MG

O CEFET-MG participa da mobilização nacional de enfrentamento à violência contra as mulheres por meio da campanha “Banco Vermelho – Sentar e refletir. Levantar e agir”. A ação utiliza a instalação de bancos pintados de vermelho em espaços públicos como forma de sensibilizar a sociedade sobre o feminicídio.
A campanha foi formalizada no campus Nova Suíça no último dia 19 de março, em evento dedicado ao mês internacional da mulher, organizado pela Direção-Geral do CEFET-MG, e ampliada para os outros campi da Instituição. Os bancos estão sendo instalados em locais de grande circulação com o objetivo de estimular reflexões e ampliar o alcance da mensagem.

A ação integra um movimento que vem sendo adotado por diversas instituições de ensino superior e organizações em todo o país. A adesão à campanha foi deliberada em janeiro desse ano, durante a reunião do Conselho Pleno de Reitores e Reitoras da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
O banco funciona como um símbolo de memória e alerta, trazendo frases e mensagens que convidam à reflexão sobre a violência de gênero, e destaca a importância da denúncia e da prevenção. Atualmente, o Brasil figura entre os países que apresentam maiores índices de assassinatos de mulheres por razões de gênero. Dados indicam que o país ocupa a quinta posição mundial em feminicídio entre 196 nações. Em média, uma mulher é vítima de feminicídio a cada seis horas, e um caso de estupro é registrado a cada seis minutos.

A campanha é coordenada pelo Instituto Banco Vermelho, organização dedicada à conscientização e ao combate à violência contra mulheres. A iniciativa tem origem em um movimento internacional. De acordo com o Instituto, a cor do banco simboliza o sangue das mulheres vítimas de feminicídio e funciona como um alerta permanente para que a sociedade não naturalize nenhuma forma de violência. O projeto também ganhou respaldo legal com a Lei Federal nº 14.942/2024, que instituiu o Banco Vermelho como política pública voltada à prevenção da violência contra a mulher.
Instalação em Araxá
A instalação do Banco Vermelho no Campus Araxá representa, na opinião da diretora Renata Calciolari, um marco significativo no compromisso institucional com o enfrentamento da violência contra a mulher e a prevenção do feminicídio. “Trata-se de uma ação simbólica, porém de profundo impacto, que reforça o papel da educação na promoção de uma cultura de respeito, igualdade e valorização da vida”, destacou.

O Banco Vermelho, ao ocupar um espaço dentro da instituição, continua ela, transforma-se em um ponto permanente de reflexão e conscientização, lembrando diariamente a toda a comunidade acadêmica sobre a gravidade da violência do gênero e a necessidade de enfrentá-la de uma forma coletiva. “Mais do que um símbolo, essa iniciativa reafirma o compromisso do CFMG Campus Araxá com a formação cidadã e com a promoção dos direitos humanos e com o fortalecimento de ações que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e segura para todas as mulheres”, arrematou.




