A Polícia Civil de Minas Gerais, através da 2ª Delegacia Regional de Araxá, por intermédio da Delegacia de Tóxicos e Homicídios de Araxá, concluiu a investigação/Inquérito referente ao homicídio ocorrido na Travessa Alagoas, 40, Bairro São Geraldo, Araxá, no dia 06 de fevereiro de 2026. De acordo com a PC, no dia e local em questão um homem de 34 anos foi morto com quatro disparos de arma de fogo. Ele veio a óbito imediatamente.

Desta forma, as polícias foram acionadas e compareceram ao local. Além disso, a perícia técnica e o IML da Polícia Civil também compareceram e fizeram os trabalhos periciais e recolheram o corpo.
Após uma análise nas câmeras que flagraram o crime, foi possível determinar que o carro usado no crime foi um Ford Ka preto. Assim, o “olho vivo” captou a placa, possibilitando sua identificação e a do seu proprietário.
De posses dessas informações, ainda segundo a PC, foi possível chegar ao motorista. Os policiais o localizaram e ele confessou que era ele que estava dirigindo o veículo no momento do delito.
As diligências prosseguiram e foi possível descobrir que além do motorista tinham outras quatro pessoas dentro do carro. Eles monitoraram os locais onde a vítima ficava e foi possível achá-la. Após isso, dois deles desceram do automóvel e tentaram embarcá-la. Porém, ela reagiu e eles a agrediram com pontapés e coronhadas. Após isso, eles dispararam várias vezes contra ela. Um dos autores, inclusive, estava usando um colete à prova de balas. Os demais tinham como tarefa mantê-la dentro do carro. Porém, como ela reagiu eles resolveram matá-la.
O motivo do assassinato seria porque a vítima teria praticado um crime anteriormente (estupro). Assim, os autores, que pertencem a uma organização criminosa, iriam sequestrá-la para submetê-la ao “tribunal do crime”, ou seja, ela iria ser julgada por eles em função do crime que, em tese, teria cometido.
Durante as diligências os policiais conseguiram apreender os dois revólveres usados no homicídio. O suspeito que levou a demanda aos integrantes da organização criminosa também foi indiciado. Portanto, quatro pessoas foram presas e um adolescente apreendido.
Ao todo seis pessoas foram indiciadas, sendo: o motorista do carro, os dois que desceram para sequestrá-la, os outros dois que ficaram dentro do automóvel e a pessoa que levou a demanda aos integrantes da organização criminosa.
Segundo as investigações, os suspeitos iriam sequestrá-la e, após isso, iriam usar uma substância para fazê-la dormir. Posteriormente, iriam trocar de carro e colocá-la no porta-malas de outro veículo e levá-la à zona rural de Uberaba para submetê-la ao “tribunal do crime”, ou seja, ela seria julgada por eles. Desta forma, a investigação foi concluída e o Inquérito enviado ao Ministério Público.
Os suspeitos foram indiciados nos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, associação criminosa com aumento de pena por ser armada e envolver menor de idade e corrupção de menores.
C/ PCMG



