A Polícia Civil de Goiás (PCGO) trabalha com a suspeita de que a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43 anos, encontrada morta após mais de um mês desaparecida, tenha sido assassinada no subsolo do prédio onde a família possuía um imóvel, em Caldas Novas. O síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, natural de Araxá, em Minas Gerais, e que atualmente residia em Caldas Novas, confessou o crime e foi preso nesta quarta-feira (28).

Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (28), investigadores da PCGO detalharam a possível dinâmica do crime, com base no depoimento do próprio Cléber, imagens de câmeras de segurança e relatos de testemunhas.
Daiane estava desaparecida desde o dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar a causa da queda de energia em seu apartamento. Imagens de segurança mostram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria e conversando com o recepcionista sobre a falta de energia.
Após o diálogo, ela retorna ao elevador e desce ao subsolo. A partir desse momento, não há mais registros da presença de Daiane nas câmeras do edifício.
Segundo a Polícia Civil, ao descer ao subsolo pela segunda vez, a corretora teria encontrado o síndico do prédio, momento em que os dois se envolveram em uma discussão. De acordo com o próprio Cléber, o desentendimento teria sido o motivo do crime, já que ambos acumulavam atritos anteriores.
Embora o suspeito não tenha detalhado como a vítima foi morta, os investigadores apontam que o assassinato provavelmente ocorreu ainda no subsolo do prédio. Toda a ação, conforme a polícia, teria durado cerca de oito minutos.
O corpo de Daiane foi localizado posteriormente em uma área de mata, e as investigações seguem para esclarecer todos os detalhes do caso.
C/ PCGO



