A Prefeitura de Araxá realizou uma reunião técnica na Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), em Ribeirão Preto (SP). O encontro aconteceu nesta quinta-feira (5) e teve como objetivo buscar alternativas para a destinação dos resíduos sólidos do município. A reunião também marcou o avanço de estudos relacionados ao saneamento básico.
O encontro teve como foco a elaboração de um diagnóstico técnico sobre a destinação do lixo em Araxá, que servirá de base para a apresentação e validação de alternativas viáveis, tanto do ponto de vista ambiental quanto econômico. A expectativa da administração municipal é implantar, no futuro, um sistema tecnológico mais eficiente para o tratamento e a destinação dos resíduos.

A Fundace é referência nacional em pesquisas na área de saneamento básico e atua fortemente em regulação e modelagem de estudos econômicos, especialmente voltados a processos de concessão e parcerias público-privadas (PPPs). O trabalho desenvolvido pela fundação permitirá identificar o melhor caminho para a gestão dos resíduos sólidos.
Participaram da reunião o prefeito de Araxá, Robson Magela, o procurador-geral do município, Jonathan Ferreira, a secretária de Serviços Urbanos, Ana Tereza Ávila, o secretário de Meio Ambiente, Vinícius Martins, e o chefe de Gabinete, Germano Afonso. A comitiva foi recebida pelo coordenador do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Economia de Baixo Carbono da USP, professor e mestre Prof. Dr. Rudinei Toneto Junior, da Fundace, e pelo consultor Fábio de Paula Marques.

Além da destinação do lixo, a Prefeitura também busca, junto à Fundace, estudos relacionados à captação, tratamento e destinação de esgoto, bem como à análise da água oferecida no município pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). O objetivo é avaliar alternativas futuras, especialmente diante do cenário de privatização da companhia.
De acordo com o prefeito Robson Magela, os estudos irão apontar o melhor caminho a ser seguido pelo município, tanto na destinação dos resíduos sólidos quanto na gestão da água e do saneamento.

“Esses levantamentos vão nos mostrar qual é a alternativa mais adequada para o tratamento e a destinação do lixo em Araxá e, ao mesmo tempo, indicar se o melhor é continuar com a Copasa, quais contrapartidas poderão ser exigidas ou se o município deve seguir outro caminho, sempre buscando economia e mais eficiência para a população”, destaca.



