Uma das principais cobranças históricas dos motoristas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba começou a sair do papel. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um financiamento histórico de R$ 2,74 bilhões para a concessionária Way-262 realizar obras de ampliação e recuperação na BR-262, no corredor de 438,9 quilômetros que liga Uberaba a Betim, conhecido como a “Rota do Zebu”.

Foco em Uberaba a Araxá: Terceiras faixas podem ser antecipadas para 2027
Para quem trafega especificamente no trecho entre Uberaba e Araxá, a grande novidade gira em torno da antecipação das terceiras faixas. Diferente do trecho entre Bom Despacho e Nova Serrana — que receberá obras de duplicação —, o contrato original para a ligação Uberaba-Araxá prevê majoritariamente a implantação de faixas adicionais e melhorias operacionais.
No entanto, a Way-262 já apresentou uma proposta oficial para antecipar o início dessas obras de terceiras faixas para meados de 2027. O plano foi levado à Comissão Tripartite da rodovia em Belo Horizonte e, no momento, depende apenas da análise e aprovação final da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para que o cronograma seja alterado e o benefício chegue mais cedo aos motoristas da região.
O Raio-X do Investimento na BR-262
O aporte financeiro bilionário garantirá fôlego financeiro para intervenções estruturais programadas até 2032, com a expectativa de gerar 1.286 empregos diretos e indiretos. O pacote completo ao longo de toda a concessão inclui:
– 168,9 quilômetros de faixas adicionais (terceiras faixas).
– 44,3 quilômetros de duplicação (concentrados entre Bom Despacho e Nova Serrana, com planos de antecipar o trecho entre Nova Serrana e o trevo de Moema para o período entre 2027 e 2029).
– 3,6 quilômetros de vias marginais e 11 correções de traçado.
– 40 novos dispositivos e interseções (novos ou remodelados).
– 17 passarelas de pedestres e 17 barreiras antirruído.
– Estruturas de apoio: 1 área de escape, 1 ponto de parada para caminhoneiros, 3 passagens de fauna e 2 novas praças de pedágio.
Engenharia Financeira Inédita
Segundo o diretor financeiro da Way Brasil, Hebert Quirino, o crédito de longo prazo solidifica o planejamento da empresa. Do montante total validado pelo BNDES, R$ 2,511 bilhões vêm da subscrição de debêntures de infraestrutura — tornando-se a primeira emissão desse tipo de título aplicada ao setor rodoviário no país —, enquanto R$ 229 milhões serão liberados via linha BNDES Finem.
A Way-262 assumiu o controle da rodovia em março de 2025 com um contrato válido por 30 anos, período no qual estima investir um total de R$ 8,5 bilhões (sendo R$ 4,4 bilhões em infraestrutura pura e R$ 4,1 bilhões na operação e atendimento médico/mecânico aos usuários).




