Nesta terça-feira (7/4), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou operação na região do Alto Paranaíba, em desdobramento a uma investigação de desvio superior a R$ 1 milhão de uma empresa do setor de hortifrutigranjeiro da cidade de Rio Paranaíba. A principal investigada, de 51 anos, teria aproveitado a sua posição de confiança no grupo para fraudar registros internos e se apropriar de recursos pagos por clientes.
Como resultado das medidas patrimoniais, seis imóveis localizados no município de São Gotardo foram sequestrados judicialmente. Houve, ainda, bloqueio de valores em contas bancárias da suspeita e do marido dela, de 59 anos. Já durante buscas em dois endereços vinculados ao casal, incluindo uma propriedade rural de alto padrão, foram apreendidos documentos, celulares, computadores e mídias eletrônicas, que serão analisados.

Esquema
As investigações da Delegacia de Polícia Civil em Rio Paranaíba indicam que a suspeita estaria envolvida em manipulação de romaneios (documento de transporte que detalha a carga para facilitar a conferência e fiscalização), alteração de planilhas, concessão de descontos fictícios e registro de pagamentos como quitados sem que os valores tivessem efetivamente ingressado no caixa da empresa.
De acordo com o delegado Guilherme Campos, também há indícios de retiradas indevidas de documentos e de que dados relevantes foram apagados de computador corporativo, numa tentativa de dificultar a apuração dos fatos. “Os levantamentos apontam que parte dos recursos desviados pode ter sido direcionada para contas de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos valores e dificultar o rastreamento financeiro”, completa.
Ainda segundo Campos, chamou a atenção dos investigadores a incompatibilidade entre o padrão de vida apresentado pelos investigados e a renda declarada. “Isso reforça a suspeita de enriquecimento ilícito e utilização de bens para ocultação patrimonial”, observa.
Próximos passos
A partir das medidas cumpridas hoje, o trabalho investigativo prossegue com a análise minuciosa do material apreendido e com o aprofundamento da quebra de sigilos bancário e fiscal já representada. “Isso permitirá rastrear a origem, o destino e a movimentação dos valores, além de identificar eventuais coautores e a real dimensão do prejuízo causado”, pontua o delegado.
A operação, coordenada pela Delegacia em Rio Paranaíba, contou com a colaboração de policiais civis lotados em São Gotardo.
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