Mais uma semana de tempo seco está prevista para a faixa central do Brasil. A atuação de uma massa de ar seco, associada a um bloqueio atmosférico, manterá o tempo firme e provocará a queda da umidade relativa do ar a níveis críticos. Esse cenário eleva a preocupação com o aumento dos focos de queimadas na região, que já tem um histórico de incêndios nesta época do ano. Em Araxá a umidade relativa do ar para esta terça-feira é de mínima de 30 e a máxima de 70%. Os termômetros ficam entre a mínima de 14ºC e a máxima de 26ºC.
No Sudeste, o tempo será seco e ensolarado ao longo da semana. A terça-feira começará com nuvens no litoral paulista, mas a umidade ficará baixa no interior. Na quarta e quinta-feira, o predomínio de sol e a baixa umidade continuarão, com possíveis episódios de nevoeiro no litoral sul de SP e no leste fluminense. A sexta-feira seguirá com sol predominante e umidade crítica, especialmente no interior de SP e MG.
Praticamente todo o Estado está sob o mesmo alerta. De acordo com o Inmet, Instituto Nacional de Meteorologia, os municípios afetados estão no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Zona da Mata, Campo das Vertentes, Jequitinhonha, Vale do Mucuri e regiões Metropolitana de BH, Central, Sul/Sudoeste, Norte e Noroeste de Minas Gerais.

Como o índice de umidade preconizado pela Organização Mundial de Saúde, OMS, deve ser acima de 50%, e como não há previsão de chuva para os próximos dias e nem melhora no tempo seco, a Defesa Civil faz as seguintes recomendações:
– Hidrate-se durante o dia;
– Prefira alimentos leves e frescos, como saladas, frutas, carnes grelhadas;
– Evite frituras;
– Durma em local arejado e umedecido por aparelhos umidificadores, ou ainda coloque uma bacia com água;
– Evite atividades físicas ao ar livre e exposição ao sol entre as 10 e 17 horas;
– Evite banhos com água muito quente, para não potencializar o ressecamento da pele, se necessário use hidratante;
– Em caso de problemas respiratórios procure um especialista;
– Não provoque queimadas em lotes vagos, matas ou florestas. Em caso de incêndio avise imediatamente, ao Corpo de Bombeiros (193), Defesa Civil (199) ou Polícia Militar (190).
Queda significativa da umidade relativa do ar
Nos próximos dias, a umidade relativa do ar continuará a cair de forma acentuada. A massa de ar seco e o bloqueio atmosférico intensificam a circulação descendente de ar, removendo a umidade com maior facilidade. Essa queda acentuada na umidade relativa do ar é motivo de preocupação para a saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera índices entre 20% e 30% como baixos, o que pode causar desconforto. Níveis entre 10% e 20% são críticos e prejudiciais à saúde, enquanto índices abaixo de 10% são extremamente perigosos, embora sejam raros.
Impactos na saúde
A baixa umidade relativa do ar pode causar ressecamento das vias respiratórias, pele seca, lábios rachados e irritação nos olhos. Além disso, aumenta a incidência de infecções respiratórias, uma vez que mucosas secas são mais vulneráveis a vírus e bactérias. Em níveis críticos, problemas respiratórios como asma e bronquite podem se agravar, e o ressecamento extremo da pele e dos olhos, o risco de desidratação e infecções respiratórias graves podem ocorrer. Em casos extremos, podem surgir complicações respiratórias graves, desidratação severa, sangramento nasal e irritações intensas na pele e nos olhos.
Aumento do risco de queimadas
Além dos efeitos adversos à saúde, a sequência de dias secos também intensifica o risco de queimadas. A combinação de tempo seco, umidade baixa e temperaturas elevadas cria condições ideais para o aumento dos focos de incêndio. A vegetação seca torna-se altamente inflamável, e a falta de precipitação, somada à alta evaporação, reduz a umidade do solo e da vegetação. O ar quente e seco facilita a combustão, e períodos prolongados de temperaturas acima da média exacerbam a secura, criando um ambiente volátil onde qualquer faísca pode iniciar um incêndio.
C/ ClimaTempo




