Grandes nomes como Saulo Laranjeira, Nilton Pinto e Tom Carvalho, Barnabé, Marcus Biancardini e outros passaram pelo palco Milton´s
Quatro dias de festa foram o suficiente para reunir desde o Congado até a Catira, e também a batalha de rimas e o grafite com as violas caipiras, folia de reis e mostra de artesanatos. Teve de tudo no Festival Minas & Gerais, Cultura Popular e Regional, que abriu todas as janelas para mostrar desde a sua essência, até a contemporaneidade. Um resgate histórico para Araxá, que nunca teve um festival que contemplou desta forma a cultura popular mineira.


Os artistas locais estiveram presentes, assim como os grupos de Folia de Reis, Catira e Congados da cidade. Também, violeiros experientes representaram a cultura caipira emocionando muitas vezes quem estava presente. O palco principal recebeu o nome de MILTONS e homenageou o grande artista do Clube da Esquina, um dos maiores mestres da música brasileira, Milton Nascimento, e muitos espetáculos passaram por lá.


ManuVéi, músico e violeiro de mão cheia, trouxe pela primeira vez a apresentação de seu projeto Tonico e Tinoco, uma história cantada, com o filho do Tinoco compondo sua equipe. Marcus Biancardini, concertista violeiro como se autodenomina, se apresentou com uma viola que foi do grande ídolo Tião Carreiro e a relíquia foi adquirida por nada menos que 2,5 milhões de dólares.
Além disso, Saulo Laranjeira dedicou seu espetáculo para reverenciar a cultura mineira e emocionar a plateia com músicas tradicionais. Mas a emoção se transformou em risos com a dupla Nilton Pinto e Tom Carvalho, os contadores de causos que proporcionaram muitas risadas diante de uma plateia enorme.


A Vila Brincantes, espaço dedicado às crianças e às oficinas, foi um espetáculo à parte com a estrutura do Grupo Rasgacêro. Uma tenda colorida foi palco para as oficinas de grafite, congado, contação de histórias, pinturas, maquiagens infantis e batalha de rimas. Ali também houveram algumas palestras, como a Verdadeira História dos Arachás, com o Instituto Andaiá Arachás e a palestra sobre folclore com Ricardo Malabi, produtor cultural do filme Um Boi Bem Mais Brasileiro.


O evento foi criado para reconhecer os grupos tradicionais da cidade, para tanto, a organização montou curadorias com os principais representantes da cidade como Pedro Elói (compositor, pesquisador e representante dos violeiros e orquestra de viola), Plínio, José Ronan, Cleonice, Sidney (representando os congados), João Paulo (representante das folia de reis), Ton Lima (representante da arte urbana) e Heleno Álvares (representando a literatura). O Festival também teve Exposição de Fotografias, Sarau, Oficina de Congados com Serginho Silva, que apresentou no final um grande show chamado Congo Brasil. O projeto também foi palco do congraçamento dos artistas convidados, que estavam conectados de alguma forma e puderam participar das trocas de experiências com o público presente.


O festival inédito na região, abriu as janelas no ano da Mineiridade e repercutiu positivamente por todas regiões onde foi reconhecido. E a festa continua na cidade, para quem não esteve presente no evento também conhecer um pouco do que foi apresentado, em breve mais informações sobre uma exposição que promete muitas cores e tradição.





