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Publicado em:10/07/2019
Construção civil abre espaço para mulheres e emprega cerca de 27 mil trabalhadoras no estado
Setor é responsável por 22,5% da indústria mineira, que representa um quarto da participação do PIB local

Elas á somam cerca de 10% da mão de obra do segmento no estado

A tecnologia ajudou, modernizou equipamentos, reduziu esforços dentro dos canteiros de obras e fez com que o interesse das mulheres por cursos e especializações na construção civil crescessem no país. Em Minas Gerais, segundo o Sindicato da Indústria da Construção de Minas Gerais (Sinduscon-MG), com base em dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor emprega aproximadamente 27 mil trabalhadoras no setor. Elas já somam cerca de 10% da mão de obra do segmento no estado.

Uma delas é Rosiane Lucindro, de 24 anos. A jovem cresceu vendo o pai nos canteiros de obras, executando projetos e erguendo prédios. Com aptidão para a área de exatas, logo se interessou pelo ramo da construção civil. Há cinco anos, Rosiane trabalha em uma empresa de engenharia, mas os sonhos são mais altos. No ano passado, ela investiu em um curso de técnico em edificações no SENAI em Belo Horizonte. “Fiz o curso procurando melhorar profissionalmente, ganhar uma promoção”, contou.

O objetivo de Rosiane também é se manter empregada, em um cenário nacional preocupante, em que há cerca de 13 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE. Além disso, com mais homens no mercado brigando pela vaga, ter qualificação é um diferencial. “Nós mulheres, hoje em dia, estamos atrás de igualdade. Então, da mesma forma que homens são capazes de trabalhar em uma área da construção civil, a mulher igualmente consegue. Vejo em obras, no meu trabalho, que tem espaço. Tinha uma engenheira, ela mandava em tudo e eu via que todo mundo a respeitava, mas claro que ainda não é como o sexo masculino, ainda tem uma diferença bem grande”, comparou.

A construção civil é responsável por 22,5% da indústria mineira, que representa um quarto da participação do PIB local, segundo dados do IBGE.

CURSOS TÉCNICOS

Na avaliação da deputada federal Greyce Elias (Avante-MG), SESI e SENAI têm papel fundamental no fortalecimento da mão de obra qualificada e considera que os cursos técnicos oferecidos no estado são uma forma de combater o desemprego. “Importante a gente estar fortalecendo o trabalho que o Sistema S tem feito em todo Brasil e é claro que a bancada feminina (da Câmara dos Deputados) dará todo apoio para que possamos continuar esse trabalho que já tem sido feito e precisa do nosso apoio para continuar sendo aprimorado em todo país”, afirmou a parlamentar.

Apenas no ano passado, o SENAI realizou mais de 2 milhões de matrículas em cursos de educação profissional e atendeu mais de 19 mil empresas por meio de serviços e consultorias. A instituição é administrada pela indústria, assim como o SESI, que presta serviços e assistência social aos trabalhadores, como a aplicação de vacinas.

Em Minas Gerais, as entidades possuem 42 unidades, além de 19 Unidades Móveis do SENAI que se deslocam pelo estado ofertando, por exemplo, cursos de automação industrial, soldagem e têxtil e vestuário. Para saber mais informações sobre os cursos ou se as estruturas itinerantes vão passar pela sua cidade, ligue para (31) 3263-4200 ou acesse fiemg.com.br/senai.

C/ Agência do Rádio Mais