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Saúde e Educação

Publicado em:15/04/2019
:: Saúde em Alerta :: Saúde do Homem é tema de pesquisa realizada no UNIARAXÁ
Dados levantados alertam para os cuidados com a saúde dos Jovens Universitários

O trabalho foi orientado pelos professores Carlos Henrique e Nara Talita

O cenário epidemiológico de exposição masculina a fatores de risco, o estilo de vida e a baixa adesão aos serviços de saúde e aos tratamentos prescritos, levou a aluna Fabíola Garcia Fernandes, do Curso de Enfermagem do Centro Universitário do Planalto de Araxá (UNIARAXÁ), a desenvolver uma pesquisa sobre a Saúde do Homem; já que essa realidade tem contribuído para uma maior vulnerabilidade a mortes precoces e ao agravamento de doenças, no público masculino. A pesquisa, realizada dentro do Programa de Bolsas de Iniciação Científica do UNIARAXÁ, aponta dados importantes que devem ser trabalhados na Saúde do Homem; principalmente, entre os jovens universitários.

O trabalho, orientado pelos professores Carlos Henrique de Freitas e Nara Talita Porto de Faria, levantou o perfil epidemiológico e fatores de risco, associados à obesidade, à hipertensão e à violência, em estudantes universitários da região do Alto Paranaíba.

Ao todo, foram entrevistados 130 alunos de diversos Cursos do UNIARAXÁ. O questionário, utilizado na pesquisa, era composto por 26 questões sobre hábitos e comportamentos, associados aos agravos em conjunto aos fatores de risco à saúde dos rapazes; que, também, tiveram o peso, a altura, a circunferência abdominal e a pressão arterial aferidos.

A partir da coleta de dados, constatou-se que, dentre os participantes da pesquisa, 17% afirmavam ser tabagistas; 60% ingeriam bebidas alcoólicas, em média 2,5 vezes por semana. Entre os que consomem bebidas, houve aumento expressivo; e, altamente, significativo de risco de envolvimento em conflitos (390% maior); 40% demonstraram ser nervosos e apresentavam um risco 65% maior de se envolverem em acidentes; 52% apresentaram o Índice de Massa Corporal (IMC) elevado; ou seja, sobrepeso ou obesidade; 34%, com pressão arterial elevada; o que indica, juntamente ao IMC, risco cardiovascular elevado; isto é, possibilidade de desenvolvimento de problemas cardíacos, no futuro.

“Por meio dos dados levantados, será possível sensibilizar os participantes sobre a importância de cuidar da saúde; bem como, numa esfera maior, propor ações voltadas à promoção da Saúde do Homem, na comunidade; tais como, o monitoramento da pressão arterial e do peso; sensibilização, frente aos riscos, advindos do uso de álcool e tabaco; dentre outras medidas preventivas”, conta a Aluna Fabíola.