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Cultura e Arte

Publicado em:25/05/2018
:: Literatura :: Domingos Antunes lança 2ª Edição de Liporema Meropil no Teatro Municipal
Natural de Araxá, Domingos Antunes Guimarães é escritor, publicitário e jornalista

Lançamento ocorrerá na segunda, dia 28, no Teatro Municipal

Segunda Feira, dia 28 de maio, das 9h às 10h da manha, no Teatro Municipal de Araxá acontecerá o lançamento da segunda edição do livro Liporema Meropil a floresta de alfabeto e o sumiço das vogais.

Esta obra é escrita por Domingos Antunes Guimarães e ilustrada por Wagner Matias de Andrade. Dommingos. O autor é natural de Araxá, jornalista atuante há 50 anos, publicitário e programador visual.

O evento contará com contação de história, distribuição gratuita dos livros, participação do Centro Educativo Louis Braille, e terá a presença do autor e do ilustrador, os quais estarão autografando os livros. A participação é totalmente gratuita e as crianças deverão estar acompanhadas dos pais ou responsáveis, ou professores e direção das escolas durante as atividades.

Esta segunda edição do livro infantil Liporema Meropil a floresta de alfabeto e o sumiço das vogais acontece por meio da Lei de Incentivo a Cultura, com patrocínio da empresa CBMM e apoios culturais do Colégio Dom Bosco, Fundação Cultural Calmon Barreto e Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura Municipal de Araxá; é uma realização do Ministério da Cultura Governo Federal.

No site do livro, é possível ouvir a audiodescrição da obra, gerando assim maior acessibilidade para deficientes visuais: www.liporemameropil.com.br

Sinopse do livro:

A Floresta de Alfabeto e o Sumiço das Vogais traz como narrador-personagem Liporema Meropil, que logo no início, carrega em seu nome uma curiosidade: um jogo linguístico denominado palíndromo cuja leitura pode ser feita da direita para esquerda e vice-versa, não alterando o seu significado. No entanto, o que mais chama atenção na obra, supostamente infantil, é a capacidade criativa do autor em contar uma história ora sem o A, ora sem o E... ora sem nenhuma vogal!

“Parece-me que o livro nos coloca em um turbilhão de valores considerados intocáveis em algum momento e banais em outros. Esse jogo de vaivém com o leitor é surpreendente porque revira preconceitos linguísticos muito arraigados em nossa língua”, destaca Domingos.

Ao melhor espírito modernista, o livro inova a cada momento, a cada desespero de Liporema Meropil em querer um mundo ordenado em que vogais e consoantes se respeitem mutuamente – metáfora do comportamento social e desencontrado em que vive a humanidade? Quem sabe. A todo instante, o personagem se esforça para suprir a carência de algo – metáfora de nossos desejos e ansiedade? Quem sabe! No entanto, ele não percebe que o modo como vê o mundo já os torna (ele e o mundo) completos. Liporema é sensível, se preocupa com a unidade, com o conjunto, com o não incluído, com o sistema. Isso faz dele um herói. No entanto, ainda deseja mais: o funcionamento do cosmos em pleno equilíbrio. Isso faz dele um cego. Cego porque não compreende a beleza que cria na falta; a música que entoa no contratempo; a exuberante colheita que, na seca, enche sua choça. Liporema é simples como muitas famílias brasileiras que sorriem diante da perda...Mas ele consegue. Consegue reunir suas vogais e seu desespero se amaina. Ele mesmo afirma: “Até que enfim, pensei eu.

Finalmente deu tudo certo. Não preciso mais passar consertando o alfabeto”. Ele pode então brincar, sorrir, ser claro e direto. É como um paciente que sorri achando-se curado, mais seu quadro se agrava e se vê mais só, envolvido por um turbilhão de problemas. Esse mesmo turbilhão projeta o personagem para o universo na linguagem minimalista da atualidade. A forma de expressão proposta por Twitter e mensagens via Smartphones é redutora do processo artístico tão valorizado por nosso personagem-narrador e por nosso autor.

Comunicar, como fazem os jovens da pós-modernidade, não é o mesmo que sentir. Clicar em um like, não é o mesmo que, pessoalmente, dizer que ama. Enxugar a lágrima de alguém, escrever uma carta, manifestar-se afetivamente sedente por pulsão vital não é o mesmo que enviar um emoticon. Isso diz tudo de Liporema Meropil – um ser mais que de palavras, um ser de sentimentos vivos que deseja o outro em respeito a si e a ele. Um ser que de repente, como afirmou Guimarães Rosa, descobre que amar é reconhecer-se incompleto.