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Publicado em:02/04/2018
:: Arte e Cultura :: Artesanato mineiro ganha plano para os próximos quatro anos. Entenda...
Criação de linhas de crédito, organização de espaços para comercialização das peças e promoção de estudos e pesquisas sobre o setor constam no plano

Projeto foi apresentado no Dia do Artesão. Foto Divulgação

Demanda antiga do setor, o artesanato mineiro possui agora um Plano Quadrienal de Desenvolvimento. Ele tratará das políticas públicas que beneficiarão o setor pelos próximos quatro anos. A iniciativa do governo de Minas Gerais tem como objetivo principal impulsionar o crescimento do artesanato nos mercados interno e externo, além de divulgar e promover a arte popular.

Apresentado ao setor no dia 19 de março, quando se comemorou o Dia do Artesão, o Plano Quadrienal de Desenvolvimento do Artesanato Mineiro aborda tanto a qualificação como a formalização profissional e a comercialização das obras. O documento incentiva, por exemplo, a transformação dos artesãos em microempreendedores individuais (MEI) e estabelece parcerias que resultem em oportunidades de capacitação.

Entre as medidas previstas, estão a criação de linhas de crédito, a organização de espaços para comercialização das peças, a promoção de estudos e pesquisas sobre o setor, o estímulo ao turismo cultural associado ao artesanato e o fortalecimento da produção de populações mais vulneráveis, como povos indígenas e quilombolas.

Em 21 de abril, será inaugurada uma sala do artesão em Ouro Preto, na Região dos Inconfidentes. Outras duas salas também serão instaladas em São João del-Rei, município do Campo das Vertentes, e em Araçuaí, cidade no Vale do Jequitinhonha. A ideia é que, futuramente, as outras 14 regiões do estado contem com espaços semelhantes, onde o artesão receberá orientação e poderá participar de atividades e de cursos ministrados em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Vocações regionais

O plano quadrienal busca ainda identificar as vocações específicas nas diversas regiões, já que a produção é bastante variada: trabalhos com madeira, argila, pedras, bordado, fibras naturais e sucata. Com essa diversidade, o artesanato mineiro dominou, em 2016, o Prêmio Sebrae Top 100. Um dos mais cobiçados do setor, o prêmio chegou à quarta edição, sendo as outras realizadas em 2006, 2009 e 2011. Foram 13 agraciados do estado, superando Pernambuco, com dez vencedores, e Pará e Santa Catarina, com sete cada um.

A elaboração do plano envolveu representantes dos artesãos e de diversas instituições, entre órgãos do governo, universidades públicas e organizações não governamentais, sob a coordenação da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais de Minas Gerais (Seedif).

Projeto

O plano quadrienal faz parte do Projeto Mais Artesanato, lançado no ano passado pelo governo mineiro, e que prevê ainda a construção da Casa do Artesanato Mineiro, espaço público destinado à capacitação e ao fortalecimento da cadeira produtiva.

Outra iniciativa do projeto é a mudança no modelo de gestão da loja de artesanato no Palácio das Artes, famoso centro cultural no centro de Belo Horizonte com anfiteatro, cinema e espaços para cursos e exposições. Em breve, qualquer artesão com carteira nacional poderá concorrer aos editais públicos para vender suas obras no local.

C/ Agência Minas