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Saúde e Educação

Publicado em:05/05/2015
:: Educação :: Ministério está sem dinheiro para assinar novos contratos do Fies. Confira...
Governo Federal admite, pela primeira vez, a falta de recursos para novos contratos

No primeiro semestre, foram realizadas cerca de 250 mil novas inscrições

O Ministério da Educação (MEC) não tem mais dinheiro para novos contratos do Programa de Financiamento Estudantil do governo federal (Fies), afirmou nessa segunda-feira (4) o ministro Renato Janine.

Ele disse ainda que o MEC vai recorrer da decisão da justiça que pede a prorrogação do prazo para inscrições. Apenas os estudantes que já participam do programa vão conseguir renovar o contrato, porque a data limite foi adiada para o dia 29 deste mês.

De acordo com o ministro, houve falha na comunicação com os alunos sobre os cursos que estavam com vagas esgotadas. Ele afirmou, no entanto, que os problemas foram corrigidos e reforçou que não é possível reabrir as inscrições.

"Os recursos foram totalmente alocados, o programa teve êxito, justamente em alocar todos os recursos para os alunos que se inscreveram nele. Não haverá mais recursos disponíveis. Então não tem como continuar o programa. Não adianta reabrir porque não há mais recursos", destacou.

O estudante de economia Douglas Almeida disse que ele e os amigos ficaram decepcionados com a notícia. “Eu acho um absurdo não ter verba, muita gente não conseguiu este semestre. Da minha sala, três pessoas desistiram do curso, muitas pessoas dependem desse programa do governo”, protestou.

No primeiro semestre, foram realizadas cerca de 250 mil novas inscrições, com um custo de dois bilhões e meio de reais. Os cursos mais procurados foram Engenharia, Direito, Enfermagem e Administração.

O ministro da educação disse que uma nova edição do FIES no segundo semestre vai depender dos recursos no orçamento.

As normas do Fies mudaram este ano. Além de tirar nota maior que zero na redação, os candidatos precisam ter média de pelo menos 450 pontos nas provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Antes, não era exigida nota mínima. Além disso, a pasta passou a privilegiar os cursos com notas mais altas na avaliação do MEC.

Renato Janine anunciou também que o ministério pretende integrar o Fies com o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni), para simplificar as plataformas.

C/ Agência Brasil