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Publicado em:16/06/2015
:: Estreia no JA :: Produtividade: País desenvolvido desenvolve as pessoas. Entenda...

Valter José das Neves é o novo colunista do Jornal Araxá

A partir de hoje o contador Valter José das Neves – da “Nevescontec” passa a integrar a equipe de colunistas do Jornal Araxá. A partir de agora, quinzenalmente, o internauta do JA poderá conferir os artigos deste grande profissional. Confira...

Muito se fala sobre a baixa produtividade brasileira, mas quais são as efetivas causas do Problema?

A Produtividade depende só da capacidade e do empenho do trabalhador? Ou é um problema das empresas, que não investem, e do governo, que não reduz a burocracia nem melhora a infraestrutura?

A verdade é que as causas – e as consequências – da baixa produtividade brasileira são muito complexas e envolvem a todos.

O investimento em qualificação profissional gera profissionais não só mais produtivos, mais críticos em relação aos sistemas adotados e mais criativos.

No Brasil, porém, apesar do aumento da escolaridade da população e do número de universidades, o ensino é de baixa qualidade.

Além disso, dificuldades com locomoção, baixa qualidade de telefonia e internet agravam ainda mais a situação, pois consomem energia que poderia estar sendo distribuída à produtividade.

Durante os últimos anos, a palavra produtividade esteve no centro dos debates sobre economia e políticas públicas no Brasil e fez parte das inquietudes dos empresários. A preocupação não é vã, dadas as consequências negativas observadas por um levantamento da consultoria McKinsey & Company. Segundo o estudo, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) poderia ter sido 45% maior entre 1990 e 2010 não fosse o efeito negativo da produtividade, que puxou o resultado para baixo em 1,4 ponto percentual.

Produtividade é vital. Mas, afinal, o que é e qual a sua serventia? O Dicionário Aurélio define a produtividade como a qualidade do que é produtivo; fertilidade; relação entre o que é produzido e os meios aplicados na produção.

De acordo com o professor norte-americano e vencedor do prêmio Nobel da Economia de 2.008, Paul Krugman, “Produtividade não é tudo, mas ao longo prazo é quase tudo. A capacidade de um país melhorar seu padrão de vida no longo prazo depende quase inteiramente da sua capacidade de aumentar a produção por trabalhador”. Isso quer dizer que o real enriquecimento só é possível se os trabalhadores passarem a produzir mais? Evidentemente que sim. Na opinião de vários especialistas, entre eles o professor de macroeconomia da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeira (Fipecafi), Celso Grisi: “Entre as causas do baixo crescimento brasileiro encontra-se dois fatores: a falta de investimento e de qualificação dos trabalhadores”, garante.

Ao longo dos séculos, os filósofos buscaram uma resposta à pergunta: “Qual a origem da Riqueza? A visão religiosa das relações sociais, que pregava a exigência de um “preço justo” para todos os bens e condenava como usara o empréstimo a juros, cedera diante das exigências da vida comercial.

Nesse contexto de expansão do comércio, não foi difícil para os filósofos perceberem que, o trabalho gera riqueza, enquanto que a natureza nos fornece os generosos frutos da terra. Entretanto, há também os lucros. De onde vem o lucro? O capital gera riqueza, como também o trabalho, ou seriam os lucros meramente um tributo sobre a riqueza que o trabalho gera? Daí por diante, tudo se torna mais fácil, quando se voltam os olhares aos anfitriões dessa história, “os trabalhadores”, não dito aqui apenas os empregados, mas, todos aqueles que contribuem para o crescimento da produção, do ser humano e do nosso país.

“O trabalho gera riqueza”, e a maior delas é: O Crescimento do Homem, onde se desenvolve: responsabilidade, seriedade, comprometimento, respeito, visão, profissionalismo, ética, determinação e coragem, sempre com o objetivo único, “produzir mais e gerar mais riquezas – Vencer”.

Quem gera valor é o trabalho, mas, quem gera mais valor é o trabalho altamente qualificado, daí a importância dos investimentos no trabalhador, na capacitação dos empresários, investimentos adequados, e, o governo simplificar as burocracias públicas, tornando mais eficiente a livre movimentação dos nossos produtos, além de redução nos custos de produção, o que garantiria mais competitividade no mercado interno e externo.

Precisamos descobrir a filosofia transformadora dessa gente, trabalhadores, empresários e governos, imprimindo um equilíbrio na geração de mais riquezas, onde todos juntos receberão o seu prêmio: “o crescimento social, equilíbrio econômico, mais produtividade e com certeza, um país mais organizado, mais sério, mais rico, comprometido consigo mesmo e com o seu povo”, isento de corrupção, e, uma política voltada única e exclusivamente para a valorização do ser humano, com melhorias na saúde, educação, segurança e infraestruturas.

Há uma tendente preocupação da sociedade atual, que consiste em buscar uma resposta à seguinte pergunta: “Que país vamos deixar para o futuro dos nossos filhos? Mas, na verdade, a melhor seria: “Que filhos vamos deixar para o futuro do nosso país?

Um abraço e até a próxima
Empreendedorismo
Valter José das Neves E-mail: Colunista desde: Junho de 2016 Valter José das Neves – Contador da “Nevescontec”