Araxá, 20 de Setembro 2019
Clima Agora
°

Pesquisar

Você está em

Colunas

Justiça

Publicado em:17/06/2014
Renato Zupo e as claras tentativas de se socializar o nosso país. Saiba Mais...

Renato Zupo, Juiz de Direito em Araxá

As Culpas

Antônio Gramsci foi um socialista italiano que pregava, dentre outras pérolas, a possibilidade de se tornar comunistas os regimes capitalistas de dentro para fora, sutilmente, sem necessidade de revoluções e golpes de estado. A receita para isso, segundo ele, era atingir sorrateiramente aos formadores de opinião: jornalistas, filósofos, professores universitários, políticos e artistas.

E foi o que se tentou fazer à época, na Europa, até que veio a segunda guerra mundial e, depois dela, o muro de Berlim dividindo não somente a Alemanha, mas o mundo, entre dois blocos políticos distintos: o socialista e o capitalista. Acabaram-se, ou pelo menos se suspenderam por um bom tempo, as possibilidades sutis de modificação da nossa sociedade através das influências subliminares ditadas no começo do século 20 por Gramsci.

Posteriormente, e com a queda do muro de Berlim, se deu novo alento a essas táticas de guerrilha ideológica que hoje imperam dentro do nosso território nacional.

Para quem não é bobo e conhece a história, são claras as tentativas de se socializar o nosso país. Cito apenas algumas: a) politizaram os conflitos de terra, que agora não são mais resolvidos exclusivamente pelas cortes de justiça; b) a criação de cotas raciais e sociais para ingresso no serviço público e em universidades; c) sucateamento da segurança pública e criação de leis cada vez mais benevolentes para com os criminosos que, afinal de contas, são a massa de manobra que coloca imbecis gerindo a nação.

O nosso empresariado parece que já aprendeu que não dá para dar força para a cobra que irá picá-lo, agora é ver se exercitam este seu novo conhecimento nas eleições que se avizinham. E tomem cuidado com a teoria de Gramsci: quem quiser saber de fato a diferença entre socialismo e capitalismo, dê uma olhada em Cuba e outra olhada na Inglaterra. Não precisa ir até lá. Basta visitar o Google.

Por falar em esquerdas...

Lendo Milan Kundera se descobre que os regimes totalitaristas – que acabaram com o leste europeu – tinham um cuidado enorme em tentar “apagar” a história, ou pelo menos alguns detalhes dela que não interessavam ao partido comunista que já governou a metade do mundo. Foi assim que nos livros de escola se expurgou o ideário e a filosofia do partido nazista de Hitler, que tinha e tem muito a ver com os movimentos socialistas que ainda hoje teimam em permanecer vivos mundo afora.

E se algum professor ousasse ensinar seus alunos que o nazismo também pregava a divisão da riqueza, a igualdade de renda e o estado como grande provedor, ia logo para o paredão, fuzilado. É que não interessava à propaganda de esquerda associar-se a Hitler, para quase todo mundo um dos grandes demônios da história da humanidade.

No entanto, o nazismo alemão começou justamente assim, alimentado pela grande crise européia e por uma hiper-inflação tão intensa que era comum imprimirem-se cédulas de dinheiro em papel de jornal usado e se levar vários montes de notas em carrinhos de mão até a mercearia para fazer compras. Isto porque o dinheiro alemão, no período entre-guerras conhecido como a “República de Weimar”, não valia rigorosamente nada.

E foi ali que nasceu o nazismo, que colocava a culpa de todos os males nos “judeus”, não por alguma conotação racista que no início não existia, mas porque eram os judeus os ricos que dominavam a circulação de riquezas em toda a Europa. Hitler, um ex-cabo expulso do exército, começou a freqüentar cervejarias na Bavária e a conhecer e se associar com líderes sindicais e políticos de ocasião que também pretendiam tomar o poder para o povo e pelo povo, não se incomodando em tomar o patrimônio dos ricos para entregar aos pobres...

A cantilena, como se vê, soa bastante familiar. O partido nazista nasceu assim, e era um partido de esquerda e socialista, que elegia dentre seus inimigos aqueles detentores do capital, igualzinho a alguns partidos que nós brasileiros conhecemos muito bem... Para quem ainda duvida, pergunte a um alemão, ou pesquise na internet, o significado da palavra “Nazista”: é uma corruptela, uma espécie de abreviatura, da expressão “nacional socialista”. E não é só o nazismo: todo regime totalitarista é de esquerda! Coincidência, não?

Copa do Mundo

Se não ganharmos esta copa, não ganhamos mais nenhuma. Neymar está voando e Felipão é um grande técnico de futebol que conta com a confiança de todo o elenco e de duzentos milhões de brasileiros. A diferença entre Felipão e seu antecessor, Mano Menezes, é a mesma diferença que há entre o gênio e o sujeito apenas mediano e esforçado.

Quem se esforça muito pode até fazer um bom trabalho, mas não chega aos pés daquele que tem um talento inato e autodidata para brilhar. Profissionais deste nível são incomparavelmente superiores, isto em qualquer ofício ou área de trabalho.

Renato Zupo
Juiz de Direito
Justiça
Renato Zouain Zupo E-mail: Colunista desde: Agosto/2005 Juiz de Direito